A 6.ª edição da Bienal Internacional de Arte de Gaia, que este ano homenageia o escultor Lagoa Henriques e conta com 51 exposições, arranca hoje na Quinta da Fiação, em Lever, concelho de Vila Nova de Gaia.

O evento, que se estende até 12 de julho, com a participação de mais de 250 artistas, terá 25 mostras coletivas e 26 individuais que ocupam seis mil metros quadrados de dois pavilhões da antiga Companhia de Fiação de Crestuma.

Além deste espaço em Vila Nova de Gaia, no distrito do Porto, a 6.ª edição da Bienal Internacional de Arte de Gaia prolonga-se por mais 14 destinos, apresentando exposições coletivas em Baião, Esposende, Ferrol (Galiza), Funchal, Lisboa (Faculdade de Belas Artes), Macedo de Cavaleiros, Oliveira do Hospital, Paços de Ferreira, Paredes, Peso da Régua, Póvoa de Varzim, Sertã, Viana do Castelo e Viseu.

"Temos cada vez maior diversidade de nacionalidades no concurso, um interesse crescente de Norte a Sul e nas ilhas em acolher polos da bienal e em propagar esta corrente artística que assume diversas expressões e que mostra tão distintas perspetivas da arte e até do mundo", refere o diretor da bienal, Agostinho Santos, citado em comunicado.

Um dos destaques desta sexta edição é a exposição coletiva com 40 cartoonistas de vários países integrada no Porto Cartoon World Festival dedicada a temas sociais.

A organização também destaca a coletiva de alunos "Comemoração dos 50 anos de Abril de 1974 vai às escolas" e "OSMOPE", uma instalação coletiva de trabalhos de crianças, ambas integradas no Plano Nacional das Artes.

As 26 exposições individuais são assinadas por nomes como Alexandre Rola, Brigitte Szenczi e Juan Antonio Mañas, Cipriano Oquiniame, Constança Lucas (Brasil), Domingos Loureiro, Emerenciano, Gonçalo Alves, Henrique do Vale, Jaime Silva, Paulo Robalo, Rosa Godinho, Rui Carvalho, Sérgio Lemos (Brasil) e Tino Canicoba (Galiza), entre outros, além das exposições de livros de artista, individuais e coletivas, da autoria de Agostinho Santos, Antan (Galiza), Belmiro Belém, Celeste Ferreira, Evelina Oliveira, Felícia de Sousa, Miguel Carvalho, Nazaré Álvares, Raul Valverde, Rui Costa, Rui da Graça e Valter Hugo Mãe.

Também fazem parte da programação tertúlias, residências artísticas e a exposição coletiva Concurso Internacional, com a atribuição do Grande Prémio da Bienal da Câmara Municipal de Gaia, ao qual concorreram 162 artistas de vários países.

Na apresentação do evento, a 20 de fevereiro, na Casa-Museu Teixeira Lopes, em Gaia, Agostinho Santos destacou a homenagem ao escultor Lagoa Henriques, avançando que esta estará associada a uma exposição "com dezenas e dezenas de desenhos e esculturas" que recordam o artista que foi aluno na Faculdade de Belas Artes do Porto e depois professor nas Faculdades de Belas Artes do Porto e de Lisboa.

Somam-se outras mostras como "Bandeiras pela Paz" – em colaboração com o Conselho Português para a Paz e Cooperação.

O evento termina a 12 de julho com a inauguração, na Reitoria da Universidade do Porto, da exposição coletiva "Gabinete de Curiosidades/Museu de Causas" que vai contar com a participação de ex-alunos e professores das Belas Artes e de outras faculdades da Universidade do Porto.