
Este ano, assinala-se o 12.º aniversário do espectáculo "Deixem o Pimba em Paz" e, para celebrar a data, Bruno Nogueira, Manuela Azevedo, Filipe Melo, Nuno Rafael e Nelson Cascais escolheram o Teatro Maria Matos, em Lisboa, para acolher 12 concertos exclusivos entre junho e julho, com 12 convidados especiais.
Estreado em 2013, o espetáculo idealizado por Bruno Nogueira conquistou o público com uma abordagem irreverente ao repertório pimba, reinventando canções populares através de arranjos de jazz e pop. Desde então, os músicos percorreram Portugal de Norte a Sul, incluindo as ilhas, e atravessaram fronteiras, com apresentações nos Estados Unidos e no Brasil.
Agora, "Deixem o Pimba em Paz" regressa a Lisboa para uma celebração especial que decorrerá entre os dias 24 de junho e 16 de julho.
"Não é por acaso que numa festa na Quinta do Lago, aos primeiros acordes de uma música do Quim Barreiros, haverá uma debandada de berloques a correr para a pista de dança e a cantar o refrão em alegre e alta voz. O mesmo irá acontecer se, no meio de um churrasco em Massamá, alguém arriscar a mesma música. Os berloques serão porventura menos, mas a alegre e alta voz que canta o refrão terá a mesma força. Há ainda outra coisa que estreita o eixo Quinta do Lago-Massamá: nenhum dos habitantes destas regiões sociais sabe muito mais do que o refrão. E é também uma pena, porque o melhor raramente vem no refrão. Ainda assim há poucos assuntos que liguem tão intimamente pessoas com gostos tão distintos", frisa Bruno Nogueira em comunicado.
"A mim sempre me fascinou o universo pimba. Por inteiro, com as suas letras, músicas, roupas, coreografias, etc.... Este espetáculo propõe-se a dar outra vida a essas canções, juntando músicos que fizeram arranjos de jazz e pop onde eles eram pouco prováveis. Assim, aparece Manuela Azevedo (vocalista dos Clã), para juntos darmos voz a esses temas. E a nós juntam-se as músicas de Quim Barreiros, Ágata, Marante e Marco Paulo, entre outros. 'Deixem o Pimba em Paz' é um concerto e um espetáculo de desconstrução. E já não é pouco", acrescenta.
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